maçarocas políticas
O ataque contra as maçarocas de Silves atingiu de uma forma surpreendente a classe politica portuguesa.
Por estas e por outras é que a famosa “Silly season” não perde créditos, com este evento a entrar directamente para o Top 3 do Verão de 2007 e ainda com possibilidades de subir na classificação.
A histeria atingiu tais proporções que até o Presidente da Republica, quase sempre calado para assuntos importantes, resolveu falar e mostrar a sua preocupação pelo sucedido.
O ataque “vândalo” a um campo transgênico seria, num país normal, notícia e acabaria por ser uma ocorrência policial ou um inquérito para avaliar a falta dela. O que se passou é invasão de propriedade alheia e destruição de património. Por cá, virou ocorrência política.
Quem navega pelo mundo político sabe que muitas vezes existe a tendência para atirar na direcção de tudo o que mexe, em especial quando há falta de capacidade politica ou se sonha ganhar protagonismo com base em tudo o que mexe, mesmo que não tenha relevância.
Esta relevância política não é alheia às eleições do PSD. Todos querem mostrar serviço, mas teriam ganho mais se afirmassem que o problema era assunto de polícia e tribunais e que o país tem assuntos políticos importantes para resolver.
Quanto ao governo, o ministro de piquete tem mostrado inabilidade para falar e quando não existe muita habilidade ou experiência o melhor é não dizer muito, sob pena de ser avaliado pelo que diz e não pelo que faz. Peça informações sobre o que ocorreu e depois aja internamente em consonância, caso existam razões para isso. Esse, sim, é o seu papel e obrigação. Quanto ao resto, os tribunais que decidam.
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