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A natalidade

A aprovação de algumas medidas com vista a incentivar o nascimento de mais crianças são um primeiro passo para travar a queda da natalidade, mas estão longe de resolver o problema. 

Quem tem filhos sabe quanto custa ao fim do mês: As creches e a escola representam uma factura elevada, as dificuldades em compatibilizar a vida profissional com a vida pessoal, o apoio familiar é mais difícil (os avós e tios moram mais longe), para não falar em todos os gastos acessórios.

Por muito que se goste de crianças e dos filhos, e a grande maioria das pessoas gosta, a lista de despesas e problemas mensais fala mais alto. 

O apoio monetário que o governo pretende aumentar não deixa de ser, por isso, uma gota num oceano de problemas cada vez maior. É um penso que não tapa a ferida. 

As empresas são cada vez mais exigentes com os seus trabalhadores (e naturalmente as mulheres acabam por ser mais prejudicadas), as creches e escolas do estado rebentam pelas costuras, obrigando os casais a recorrer a alternativas mais dispendiosas. Assim, enquanto o estado não arrumar a casa, vai ser muito difícil inverter a situação.

É preciso apoiar mais as empresas e instituições que tenham mulheres nos seus quadros, aumentar o número de creches e escolas públicas e melhorar a qualidade do serviço e da segurança existentes. 

É claro que é bem mais fácil, rápido e barato “importar” imigrantes, mas nenhum país sobrevive sem resolver internamente os seus problemas de natalidade.


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